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segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Talheres


Curiosidade sobre o uso de talheres...



Uma vez que a comida for servida e começar a se usar os talheres, eles nunca mais encostam na mesa. E isso quer dizer que nenhum contacto a mais com a mesa é permitido, nem através de "pontes". Nem com o garfo, nem com a faca, nem com a colher se for o caso de usá-la. Eles descansam sempre dentro do prato, mesmo quando não são usados, por exemplo, quando for beber alguma coisa.


E colocar na mesa um talher sujo, usado, é outro faux pas dos grandes. Portanto, lembre-se: usou o talher, no prato fica. Sempre!



E como fazer a proeza? Bom, há duas maneiras de encarar a questão: a americana e a europeia.


No jeito americano corta-se com a faca na mão direita enquanto segura-se o garfo na esquerda. Ao terminar de cortar, coloca-se a faca no topo e na borda do prato levemente inclinada (como na imagem). A serra fica sempre pra dentro do prato.





Então­ troca-se de mão, levando o garfo para a direita (se for canhoto, mantenha na esquerda) e come-se o que foi cortado juntamente com as outras comidas no prato. Os dentes do garfo podem ficar virados para cima quando não for comer nada espetado por ele. Mas não coloca-se comida nenhuma no garfo com a ajuda da faca!

Já no jeito europeu, corta-se como no jeito americano, mas continua-se com os talheres nas mãos em que eles estão ao cortar e leva-se a comida directo à boca, com os dentes do garfo pra baixo. E o garfo fica o tempo todo com os dentes pra baixo. E até pode usar-se a faca para acoplar a comida no garfo, mas para isto o garfo deve continuar com os dentes pra baixo e a comida ser colocada na traseira dele e não na parte de cima e leva-se a comida à boca com os dentes do garfo sempre pra baixo.´
É mais chata, não é? Eu cá prefiro a maneira americana!

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

A Cultura do Esperto



Continuando com as reflexões sobre etiqueta, gostaria de falar repidamente sobre furar fila. A cortesia e a paciência também são sinais de boa educação que, infelizmente, parece que se vão perdendo e sendo substituídos pela Cultura do Esperto, onde é mais bem visto tirar vantagem do que respeitar os outros.

Furar fila é uma coisa que não se deve fazer. Nem mesmo se for a maior estrela do momento ou se estiver super atrasado para a reunião mais importante da sua vida. Nada justifica. É muito deselegante e uma grande falta de respeito para com os outros.

Siga o meu conselho: respeitar filas é mandatário nas regras de boa educação. É verdade que num paí­s desorganizado as filas são inevitáveis, mas fazer o quê? Quem chegou primeiro, tem a preferência.
Esta regra importante também é válida para o trânsito e, principalmente, para outras situações do dia-a-dia em que um amigo dá um jeitinho em troca de uns bombons ou outra coisa qualquer (além do mais, isso é corrupção!).


As filas existem para facilitar a nossa vida e não para a atrapalhar. Quem burla é quem atrapalha. Vamos deixar o "furar a fila" apenas para as grávidas, as pessoas idosas e para os que têm dificuldade para se locomover. E tenho dito!

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Falar alto


Minha mãe sempre me ensinou que falar alto é feio. Não sei se é só aqui em Portugal (mas acho que deve ser em todo lado) que parece que as pessoas acham que é bonito falar alto, ou então está todo mundo surdo.

Para mim, é vontade de chamar atenção. Todo mundo gosta de aparecer e de parecer. Parecer que trabalha muito, parecer que é inteligente, etc. mas na hora de falar em segredo (mesmo ao telefone) todos eles aprendem a falar baixinho. No resto do tempo, dizem que não conseguem controlar…

É mesmo muito feio e acima de tudo um desrespeito pelas pessoas que estão próximas. Invade o espaço dos outros (é, com som mesmo), incomoda quem está ao telefone, ensurdece.

Retirei de um site que pesquisei ao acaso, só para não dizer que sou só eu que acho isso: “Falar em voz alta. Moderar a voz mesmo quando a conversa está animada e o ambiente alegre pode ser difícil, e por isso a voz baixa e a conversa calma e pausada são as melhores provas de que uma pessoa é educada e distinta. Alterar a voz para falar com quem está em outra mesa ou em outro cómodo é um desrespeito para com os demais; incomoda os que estão por perto, e constrange e incomoda inclusive o parceiro distante e por isso é uma das coisas a serem evitadas”.